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O PAPEL DO LÍDER NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL

Por EDSON LIMA


No mundo atual, onde as mudanças são incessantes e cada vez mais rápidas, discute-se muito o novo papel do líder e sua influência direta na construção estratégica da cultura organizacional de uma empresa. O conhecido “guru dos negócios”, Peter Drucker, em seus 65 anos de experiência em consultoria, criou vários conceitos que lançaram a base da gestão moderna. Em um de seus mais brilhantes trabalhos alistou três práticas comuns dos líderes eficazes:


- buscar o conhecimento que precisam;

- buscar a ajuda necessária para transformar esse conhecimento em ação;

- assegurar que toda a organização sinta-se responsável e comprometida.


Gerenciamento é substituir músculos por pensamentos, folclore e superstição por conhecimento, e força por cooperação. (PETER DRUCKER)

Quem viveu nos anos oitenta provavelmente ouviu as palavras: “Oh céus, oh vida!” Pertencem a Hardy, uma hiena que sempre se lamentava da vida. Seu companheiro Lippy, o leão, era um líder positivo que sempre retrucava o pessimismo da hiena: “pare de lamentar-se!” Algo de familiar? O slogan de Hardy é o mesmo de muitos que conhecemos no trabalho ou em casa. São os “lamentadores”. Estes mantêm o foco nos problemas, não nos resultados; sempre responsabilizam outros pelas suas falhas; são resistentes a mudanças; criticam decisões; falam mal dos colegas para o chefe - e falam do chefe para os colegas; são perfeccionista-extremistas (com os outros); sentem-se injustiçados, vítimas da empresa; só andam desconfiados.


Trata-se de um conflito de personalidade. E como tal, é influenciado pela percepção que têm da realidade. De modo, que alguns fatores externos podem reforçar esse tipo de comportamento, por exemplo, quando um líder não leva em consideração a opinião das pessoas. Na equipe, a falta de respeito e cooperação entre os membros também pode contribui para aumentar a insatisfação e insegurança. Esse tipo de conflito (não de idéias) pode resultar em diversos problemas, afetando o relacionamento interpessoal, o fluxo de comunicação e a tomada de decisões.

Como lidar com esse tipo de pessoa e manter a postura de líder sem prejudicar o grupo? Para Gramigna (2006), o segredo é buscar estratégias para administrar o conflito através de um conjunto de ações interligadas: sessões orientadas de feedback; reuniões de renegociação; acompanhamento psicológico à equipe em conflito e aconselhamentos individuais. Segundo Fiorelli (2004), o líder desenvolve a percepção de relacionamento interpessoal de modo significativo, positivo e pró-ativo, estimulando a ação, o desenvolvimento e o impulso do envolvimento pessoal. Para isso o líder precisa saber observar, escutar, falar, compartilhar valores, compreender as outras pessoas, saber orientá-las, ser coerente em suas ações.

Uma atitude costuma ser positiva quand