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No ponto ou mal passado? Você viu seu gerente hoje?

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No ponto ou mal passado? Você viu seu gerente hoje?

HeadhunterCartoon

 

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“Em Nairóbi, Quênia, após criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas, uma grande empresa contratou um grupo de canibais.

– Agora vocês fazem parte de uma grande equipe – disse o Diretor de RH, durante a cerimônia de boas-vindas. – Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à lanchonete da empresa quando quiserem para comer alguma coisa. Só peço que não comam os outros empregados!

Quatro semanas mais tarde, o Chefe/Diretor os chamou:

– Vocês estão trabalhando duro e eu estou satisfeito. Mas uma de nossas secretárias desapareceu. Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?

Todos os canibais negaram com a cabeça. Depois que o chefe foi embora, o líder canibal diz a um deles:

– Quem foi o idiota que comeu a secretária?

Um deles, timidamente, ergue a mão. O líder responde:

– Mas tu és um asno, mesmo! Quatro semanas comendo os Gerentes e ninguém percebeu nada. Mas, não… Você tinha que estragar tudo e comer uma secretária!”

Autor: Desconhecido

Apesar da parábola acima lembrar a realidade de muitas empresas no Brasil, o Gerente com perfil de chefe está ficando obsoleto, para ser exato já ficou antiquado.

Não vou chover no molhado e dizer as diferenças entre líder e chefe, pois já é um assunto bastante abordado aqui no LinkdIn.

Trabalho com gestão de pessoas, e quando li esta parábola que enfatiza que ninguém percebeu a falta dos Gerentes, tentei trazer para minha realidade, e me perguntei:

– Hoje, no “mundo moderno”, um Gerente não faz falta porque é uma peça dispensável, ou porque ele desenvolveu a equipe a ponto de ter conhecimentos e maturidade suficiente, para poder tocar seus processos sem a necessidade da supervisão Gerencial?

Uma vez assumi uma equipe que tinha muitas queixas da gestão anterior, e a frase que mais ouvi foi:

– O Gerente anterior não fazia nada…

Na primeira reunião com toda a equipe, ouvi uma frase carregada de desdenho:

Espero que não seja igual ao outro, que só falava e não fazia nada.

Respirei fundo, vi que tinha muito trabalho pela frente… como mudar essa imagem do Gerente?

Então invoquei o Coaching em mim, e iniciei a jornada dos porquês.

Esse “Nada” que ela não fazia, era realmente o quê?

Como essa ideia ficou tão fixa na cabeça da equipe?

Ele não participava do processo? Não ajudava a equipe a resolver os problemas?

Não fazia a Gestão das pessoas, orientando, ouvindo e desenvolvendo a equipe?

Após ouvir toda a equipe, percebi que muitos tinham uma visão distorcida sobre a função do Gerente, distorção causado pelo próprio modelo de gestão da empresa.

Muitos achavam que ele deveria participar do processo, meter a mão na massa.

Como minha experiência é em logística você já imagina quais processos seriam: analise de pedidos, faturamento de notas, montagem rotas e cargas, conferencias de estoques, negociação de fretes, abastecimento de fabril, etc…

Então perguntei:

– Existe em nossa equipe uma ou mais pessoas para cada processo, seja ele faturamento, analise os pedidos, montagem de rotas, separação, conferencia, controle de estoque, fretes etc.?

A resposta foi sim, fiz mais outra pergunta:

– Os processos estão definidos de forma clara e que não haja conflitos? Todos se sentem com conhecimento suficiente para exercer a função a qual foram destinados? Estão motivados e conscientes da importância de sua função na empresa?

A resposta que tive foi o silêncio e olhares cabisbaixos.

Bom, quem trabalha comigo sabe que costumo dizer que minha equipe é tão boa que não precisa mais de mim.

Por outro lado, você pode pensar que é muito fácil Ananias escrever aqui no LinkedIn:

TODOS os MEUS processos são claros e objetivos, com soluções mapeadas para TODOS os problemas possíveis, TODOS da MINHA equipe têm conhecimento de TUDO e visão macro de TODA a empresa, e que SOU O MELHOR da galáxia e etc.

É fácil ditar minhas verdades e desenhar meu mundo perfeito né?

Mas na pratica sabemos que não bem assim que o barco anda, ainda mais aqui no Brasil.

Uma vez um amigo me disse que enxerga o Gerente como uma espécie de Vigia e Relojoeiro:

Ele vigia o relógio, as vezes tem que entrar e ajustar uma peça, as vezes tem que adiantar o relógio, as vezes tem que substituir uma peça, tem que alinhar as peças umas às outras, uma peça quebra e ele entra no relógio para ser a peça que quebrou.

Porém ele vive um grande drama, as peças de seu relógio têm vida, sonhos, vontade própria, e nem sempre elas querem fazer parte do relógio.

E o pior! nem todos estão preparados para terem um relógio com peças vivas.

Bom, não olho para meus colegas como peças de um relógio ou quebra cabeças, reduzindo as pessoas a meros pedaços, imutáveis, manipuláveis e substituíveis.

Apesar de conhecer muitos diretores, políticos, gerentes e etc que pensam dessa forma.

Mas é a opinião dele, respeito apesar de não concordar.

Autor: Ananis Junior

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